Fonte: Redação - Foto: Divulgação

Atualmente as pessoas buscam apartamentos mais compactos para viver. Às vezes são casais que têm poucos filhos, noutras são jovens que conquistam seus lugares sozinhos, sem seguir uma estrutura familiar tradicional. O mercado imobiliário espelha isso. Devido à rotina de trabalho ou dinâmica familiar deles, essas moradias precisam ser funcionais para atendê-los. Mas elas propiciam uma vida confortável e agradável?


É relativo classificar assim apartamentos que podem ter 20m², por exemplo. “Muitas vezes temos uma casa, mas não temos um lar”, pondera a Profa. Ma. Camila Sales, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê. Ela exemplifica: a disposição do mobiliário, um projeto luminotécnico e um bom alinhamento com necessidades do cliente podem tornar esses lugares mais agradáveis do que parecem.


A arquitetura de interiores entra como solução para moradias pequenas e funcionais, criando experiências únicas, práticas e específicas. “Acredito que não projetamos espaços, projetamos lugares. E por isso ele deve criar uma experiência direta com o usuário, traduzir suas memórias afetivas, traduzir suas experiências, criar um laço de pertencimento”, explica a arquiteta. O projeto deve ser único, traduzir a identidade dos habitantes e de sua rotina, indo além da metragem. “Cada lugar é específico, não podemos generalizar que uma residência bonita ou grande seja classificada diretamente como lar, como moradia”, reflete.


Quais seriam as soluções para torná-los confortáveis e agradáveis? Integrar os espaços é uma opção. Conectando-os, a sensação é de que são maiores – o peso visual das paredes ou painéis fechados dá a percepção de um lugar muito subdividido. Outras que ajudam são painéis vazados, sofás sem encosto laterais para os braços, cozinha americana e armários multifuncionais. Camila ainda indica usar espelhos em locais estratégicos para ampliá-los, “assim como cores claras para não ‘fechar’ tanto os ambientes”.


Lugares pequenos, pouca decoração? Isso não é uma condição. Para Camila, ela precisa ser planejada e trazer peças trabalhadas que falam por si só. “Tudo tem que ser pensado nos mínimos detalhes, pois 5cm fazem uma diferença grande em apartamentos pequenos”, diz. Para isso, há serviços que criam móveis sob medida, como sofás: é poder comprar peças personalizadas e customizadas para ambientes específicos.


Camila aponta mais algumas soluções para apartamentos pequenos: use espelhos; uniformize os acabamentos nas alvenarias para dar a ideia de continuidade; opte por cores claras (caso prefira mais escuras, pinte uma única parede); deixe móveis soltos do chão; para o piso, aplique um único tipo e com dimensões não tão grandes – se forem assim, haverá a sensação de que o apartamento é menor.


Mais possibilidades? Para o mobiliário, busque os mais baixos, como sofás e cadeiras com encostos menores – isso não dará tanto peso visual. E prefira peças únicas no ambiente, que sejam a atração da sua casa. Mas, Camila frisa ser importante buscar apoio profissional. “Essas decisões são generalistas e cada projeto exige o entendimento dos condicionantes locais e pessoais do cliente”, conclui.

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